Invisibilis

2026

Sinopse:

“Invisibilis”, do latim “invisível”, é uma obra que convida o público a perceber aquilo que, embora quase imperceptível, tem o poder de transformar profundamente a experiência humana. Inspirada pela Lei da Atração e pela Teoria do Caos, a criação investiga como pequenas ações, gestos e intenções podem gerar efeitos duradouros, revelando padrões, encontros e sincronicidades ao longo do tempo. Entre o controle e a imprevisibilidade, a coreografia constrói um campo de relações onde corpos, emoções e espaço se entrelaçam. Assim, o que parece caótico revela, aos poucos, uma ordem sensível e surpreendente. A trilha de Johann Sebastian Bach reforça essa dualidade: suas composições, marcadas por complexidade e harmonia, ecoam na cena como um sistema vivo, onde elementos independentes se conectam para formar um todo coeso e pulsante.

“Invisibilis” espelha as dinâmicas invisíveis que atravessam a vida contemporânea, forças de atração, repulsão, conexão e transformação. Como no efeito borboleta, cada gesto reverbera no tempo, conectando indivíduos em uma teia sutil e poderosa. Uma experiência sensível e imersiva, que convida o público a refletir sobre seu papel em um mundo profundamente interligado.


TECHNICAL DATA

Direção Artística: Dany Bittencourt 

Music: Johann Sebastian Bach e trilha sonora composta por Vladimir Conde Reche

Choreography: Vladimir Conde Reche

Assistente de coreografia: Patricia Alquezar

Iluminação: Vladimir Conde Reche e Eduardo Paes

Figurino: Elson Leite 

Duration: 26:11’

Vladimir Conde Reche

Vladimir Conde Reche, natural de São Paulo, é coreógrafo, professor, artista associado da Zeitgeist Dance Theatre e ex-bailarino da Cisne Negro Companhia de Dança, onde atuou por mais de uma década. Formado pela The Juilliard School (BFA) e mestre em Coreografia pela University of Iowa (MFA), construiu uma trajetória internacional como intérprete, criador e educador, com trabalhos apresentados em diversos países. Desde 2008, integra o corpo docente da University of New Mexico, onde leciona balé, dança contemporânea e coreografia. Sua pesquisa artística investiga as relações humanas e os sistemas que conectam indivíduos, sociedade e cultura, transitando entre o balé e a dança contemporânea. Em Invisibilis, Vladimir retorna à Cisne Negro como coreógrafo convidado, propondo uma criação inspirada na Teoria do Caos, na ideia de atração entre corpos e relações, e na música de Johann Sebastian Bach para refletir sobre as forças invisíveis que moldam nossas conexões e transformações. A concepção sonora da obra, desenvolvida pelo próprio coreógrafo, entrelaça Bach a discretas paisagens de água, vento e silêncio, evocando elementos presentes desde os primórdios da existência e ampliando a percepção de que ordem e imprevisibilidade coexistem como expressões de um mesmo fluxo.